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Fragmentos de você

Eu tenho dado passos bem curtos, mesmo com pressa. Tenho ido devagar, mesmo com ânsia e, ultimamente, tenho olhado a vista mais pela janela enquanto a vida voa muito além dos meus olhos. Mas eu não estou em nenhuma corrida, por isso tô feliz com meus pequenos passos. Devagar, notei que o céu estava lindo hoje e pela janela ouvi centenas de sons que me diziam que a vida ainda tem muito a me dar. 

Um ano é só mais uma parte do passeio que eu amo passear. 

Eu não sei se a contagem realmente se reinicia no dia 1, talvez para alguns já tenha se iniciado antes, para outros se inicie lá pro dia 10 ou no próximo mês... tanto faz, está tudo dentro do mesmo lindo passeio. Somos andarilhos, navegadores, descobridores, dia após dia, sobre nós e sobre o mundo, seja no dia 1, seja no dia 31, de domingo a domingo, por toda a nossa vida, digo, por todo o nosso passeio. E eu só quero passear e passear mais um pouco. 

Foi passeando em ti que vi jardins tão lindos e ainda vou nas esquinas das memórias pra quem sabe lá te encontrar, também vou todos os dias nas mesmas esquinas pra quem sabe lá me encontrar, tá na memória, uma memória que se grava nas coisas, nos lugares, nos cheiros, uma memória que está lá que nunca deixará de estar. 

Me perdoo por apenas aceitar para mim o amor poético que, apesar dos contratempos, sempre vence. Não quero outro amor se não o que me faça plenamente feliz, caso contrário, encontrarei outras maneiras de ser, ainda que menos verdadeiras. Eu me perdoo por acreditar nessa ilusão até que ela seja real e, se nunca vier a ser, não terei perdido um minuto sequer de vida por acreditar, mas teria perdido todos não acreditando. 

Ela é verão. 

Com ela todo piu é canto, todo azul é céu e toda brisa é mar. Todo calor é festa, toda batida é dança e toda vida é pra se amar. Ela traz ventos leves que sopram felicidade, ela é verão em mim, não só em mim, mas pra todos que se aproximam. 

Mudar é bom e sou feliz com tudo que mudei, me despeço diariamente de algo em mim que já nem mais me dava conta que me pertencia, me despeço silenciosamente e vagarosamente de passados em mim. E o que ficar, enquanto ficar, eu abraço, me deixo ser o que vim pra ser até que eu decida ser outro. 

Parte do que eu penso, digo e escrevo eu sinto, a outra parte eu bem que gostaria. 

Nem sempre o amor me pertence, nem sempre tenho sua companhia, mas se eu deixar de falar e escrever sobre como quem profundamente o sente, eu o perderia duas vezes. Antes, então, direi maravilhas sobre ela, até que um dia esse pensamento/sentimento seja sempre meu, assim, ganharei duas vezes. 

Dessa forma, concluo que a vida é uma peça improvisada que não saiu nem um pouco parecida com o que pediram os roteiristas. Eu não sei eles, mas eu tô bem mais feliz assim. 


Para entender esse deposito, primeiro você tem que se entender e se conhecer e após isso, precisa também me conhecer, para enxergar com clareza o que tudo isso quer dizer. Essas palavras foram pensadas de você para você e de mim para você, mesmo que as vezes o mim não conjugue o verbo, mas se faz presente. O deposito é pra te encher de tudo o que tu já é, mas as vezes pode esquecer. O deposito é pra te encher de amor, mesmo que as vezes se sinta vazia. O deposito é pra ressaltar a mulher incrível que você é, para ficar gravado no peito e nunca mais esquecer, assim como eu não esqueço! 

São fragmentos de quem você é e do que penso a seu respeito! 

Diante disso, desejo a você um ótimo dia, todo o dia! 



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